Conheça a história das fortalezas de Ratones e Anhatomirim

Florianópolis tem o privilégio de possuir o maior conjunto de fortalezas do Brasil, todas restauradas e abertas à visitação, representando um dos mais bem conservados conjuntos de arquitetura militar do país. A Ilha de Santa Catarina foi usada como ponto estratégico na disputa entre Portugal e Espanha pelo domínio da bacia do Rio da Prata no século XVIII.

Como chegar

Há várias operadoras de escunas que levam os visitantes às fortalezas. Os barcos partem da praia de Canasvieiras e sob a Ponte Hercílio Luz. As escunas saem de manhã e muitas delas param na Baía dos Golfinhos para almoço em restaurantes populares.

Invasão

As fortalezas não impediram a invasão de uma esquadra espanhola em 1777. Uma centena de embarcações, com mais 900 bocas-de-fogo e dez mil soldados, chegou à Praia de Canasvieiras sem qualquer resistência. Foi a maior invasão marítima da história até aquela data.

Fortaleza Santo Antônio de Ratones

está localizada na Ilha de Ratones Grande e foi a terceira fortaleza construída para fechar o sistema triangular de defesa na entrada da Baía Norte. Edificada entre 1740 e 1744 e no século XIX, chegou a contar com duas baterias de 14 canhões.

Durante um período, depois de desativada, foi usada como moradia para portadores de doenças epidêmicas. Uma das atrações da Fortaleza é a ponte elevadiça na entrada. Também possui casa da guarda, casa dos oficiais, casa da farinha, casa do comandante e paiol de pólvora. A ilha é um Pequeno paraíso ecológico e por algumas trilhas pode-se fazer todo o percurso cia área.

Fortaleza de Santa Cruz do Anhatomirim

A maior fortificação do sistema defensivo da Ilha de Santa Catarina recebe mais de 100 mil visitantes por ano. Está localizada na Ilha de Anhatomirim (“toca pequena do diabo” em língua tupi) e todo o conjunto ocupa urna área de 2.678 metros quadrados.

Os diversos edifícios distribuídos pelo local apresentam diferentes estilos arquitetônicos. Originalmente havia 57 canhões espalhados pela ilha, que foi palco de um fuzilamento durante a Revolução Federalista, em 1894, contra os revoltosos que ameaçavam o Marechal Floriano Peixoto. Posterior-mente, em homenagem ao “Marechal de Ferro” e presidente do Brasil, o nome da cidade foi alterado de Desterro para Florianópolis.

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