Garganta de Água Negra, uma porta de entrada para uma paisagem extraordinária

A garganta de Água Negra, entre o Chile e a Argentina, não é apenas um dos locais mais altos onde se pode ir de carro na América do Sul como também é a porta de entrada para uma paisagem extraordinária – os pináculos de neve gelada surgem uns atrás dos outros.

Pare- em figuras congeladas, de capuz branco, penitentes em procissão. A maioria não tem mais de 2m de altura, mas alguns se erguem a 6m e permanecem na beira da estrada durante todo Charles Darwin os avistou em 1835 e julgou que eram criados pela erosão eólica, que esculpira suas estranhas formas.

Em 1926, o geólogo argentino Luciano Roque Catalano apresentou outra sugestão: como os pináculos de neve derretiam durante o dia e congelavam à noite, os cristais de neve se estruturavam numa direção específica, influenciada pelo campo magnético da Terra.

Como consequência, todos os pináculos de neve se inclinam na direção leste oeste. A estação de esqui vizinha a Penitentes tem o mesmo nome de Cerro Penitentes, que possui torres rochosas semelhantes aos pináculos de neve situados mais acima. Nieve Penitentes também pode ser visto de Cerro Overo.

As cavernas Diros

8 km ao sul de Areópolis, fazem parte de um rio subterrâneo. Quando o rio encontra o mar, estalactites e estalagmites coloridas por sedimentos minerais são refletidas pelas águas cristalinas dos lagos subterrâneos.

Acredita-se que a caverna Glyphada (ou Vlyhada) tenha um total de 33.400m de túneis, dos quais apenas 5.000m foram explorados até agora. A temperatura da caverna varia de 16° a 20°C. O lago existente dentro da caverna é considerado um dos mais belos do mundo. Nela foram encontrados fósseis animais com 2 milhões de anos.

A caverna Kataphygo tem uma área de 2.700m2, com passagens que chegam a 700m de comprimento. A Alepotripa fica a leste de Glyphada. Nela foram encontrados indícios de ocupação humana do Neolítico que hoje podem ser vistos no Museu da Idade da Pedra, na entrada da caverna. Há milhares de anos, as cavernas Diros eram um lugar de adoração, porque se pensava que elas eram uma ligação com o submundo